ao som de aqualung – broken bones
era dez de maio de dois mil e sete. eu passara o dia inteiro em são paulo. era outono, e a temperatura não passava dos doze graus, acredito. ventava muito naquele dia.
a escola tinha organizado uma excursão na usp, e no ibirapuera. com ô bônus de passarmos um tempo no shopping morumbi, ainda.
lembro da preguiça ao acordar, mas lembro do ânimo que tomou conta de mim naquela manhã onde a neblina pairava sobre sorocaba. pelo monos nos lugares mais altos.
depois de uma hora de ônibus, passamos na usp, onde ficamos até aproximadamente onze horas. aí teve uma pausa pro almoço, ou pro lanche, sei lá. dependeu da disposição da cada um.
no parque do ibirapuera, até mesmo pela quantidade de árvores, o vento parecia que enfiava facas no meio do seu corpo. era melhor estar protegido. lá estava tendo uma exposição de corpos humanos, já “transformados” em glicerina, plástico, alguma coisa assim. acho que ficamos umas três ou quatro horas por lá, até ir ao shopping.
quando chegamos neste, já estava pra anoitecer. nunca tinha ido à um shopping de são paulo. passei na livraria saraiva, lanchei, dei inúmeras voltas nos quatro andares – acho que eram quatro. vi o nasi, o jairzinho e o téo josé.
todo aquele clima, aquele lugar, passando pelas coisas mais fúteis, simples ou de grande relevância. tudo foi incrível. mágico. foi de longe o melhor dia da minha vida. ainda mais com ela ao meu lado o tempo inteiro, vivendo cada bom momento e compartilhando aquele frio comigo.
Curiosamente, os melhores dias são os mais doloridos de lembrar.
*cara de dor*
Eu acho legal quem tem um ‘melhor dia da minha vida’.
O meu ainda não veio.
:l