Arquivo para Maio, 2008

as mulheres da minha vida

antes eram poucas, hoje estão numa quantidade maior. cada uma ao seu jeito, à sua beleza, carisma, antipatia, princípios. mas todas cativantes.
quando era menor não dava bola pra essas coisas de mulheres interferirem diretamente na minha solitária vida. mas elas aparecem e me levam, mesmo relutando.
a verdade é que falta tempo pra lidar com tantas histórias diferentes. a cada dia vejo a importância, e como meu dia muda assim que as vejo.

mulheres são como monstros de filmes japoneses. destroem tudo por onde passam, inclusive homens.
principalmente homens.

um beijo pra chan, pra scarllet, feist, tori, kate, pra duffy, amy, corinne, lily, norah, meg… e outras tantas.
não estaria aqui sem vocês.

Álvaro de Campos, Eu

Eu, eu mesmo…
Eu, cheio de todos os cansaços
Quantos o mundo pode dar. —
Eu…
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças…
Que crianças não sei…
Eu…
Imperfeito? Incógnito? Divino?
Não sei…
Eu…
Tive um passado? Sem dúvida…
Tenho um presente? Sem dúvida…
Terei um futuro? Sem dúvida…
A vida que pare de aqui a pouco…
Mas eu, eu…
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu…

everybody’s gotta learn sometimes

gostei quando ela deu dois passos em minha direção e, num movimento suave, me beijou. até hoje sonho com seu casaco laranja, que me fazia lembrar tanto a tangerine, e pensar piamente que eu seria joely.
mas eu sou joely. ela que não era a tangerine, apesar do casaco.
tinham as mesmas idéias sobre a vida. aquela coisa idiota de “meu deus, não posso perder tempo nessa vida, ela está acabando, vamos beber!”.

o dia dos namorados está chegando. e me faz lembrar do ano passado, quando ganhei uma caixa de twix. me faz lembrar de quando fui comprar os presentes dela, do olhar brilhante e do sorriso incrível quando recebeu seus presentes. me lembra de quando a deixei na porta de sua casa, e ficamos trocando olhares. olhares que variaram do “queria comer algo a mais do que esse chocolate, essa noite”, ao “vamos morrer juntos depois dos oitenta”.

a definição de “gostar da vida” é muito vaga, mas dizem que a vida gosta de quem gosta dela. isso explicaria muita coisa.

ou não.

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Do autor:

@morazen