tá, ok. em abril, num dos posts, falei sobre as várias profissões que já pensei em exercer quando ficasse “grande”. pois é. desde domingo, ao tentar estudar gramática me perguntei: “mas que porra é essa que tô tentando fazer na minha vida? eu mal consigo diferenciar os tipos de sujeito numa frase!” – aí me veio a constatação “será que o certo é fazer jornalismo mesmo?”.
o que me salvou durante anos nas notas de português da escola, foram minhas redações, sempre medianas e pseudo-intelectuais. meu forte sempre foi matemática, história e geografia. aliás, sempre foi qualquer outra matéria, menos português. justamente português. gramática é um cu. noventa porcento dela, pelo menos.
meu plano b? história.
plano c? geografia.
[excentricidade]
faço bacharelado e licenciatura. cinco anos.
até o final disso, estarei dando aulas, já. aí faço um mestrado, estudo no exterior, pago alguma mulher pra se casar comigo – são “só” mil e quinhentos euros -, me separo, já com a cidadania em mãos, e pronto! faço bicos, enquanto faço algum curso superior e moro numa quitinete com um amigo búlgaro – ou de qualquer outro país do leste europeu, viciado em gastronomia e limpeza.
chego no brasil, de férias, falando três línguas, e faço cara de blasé…
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