As pessoas nada mais são que a união de todas as coisas, de todos os ensinamentos que tiramos das outras. Até aquele primo seu que só sabe falar de sexo, carros e baladas pode te ensinar alguma coisa que o valha.
Meu pai sempre serviu de exemplo pra mim. Um exemplo a não se seguir.
Não sabe aproveitar todas as coisas que têm, desfrutar os bons momentos e abrir a cabeça em relação às coisas que acontecem no mundo de hoje.
Tirando isso ele é incrível. Vi poucas pessoas com a mesma vontade de agradar os outros e lembrar das mesmas em situações adversas. Meu pai pode não ser o melhor homem do mundo, mas compensa todos os seus defeitos no quesito caráter.
Aqui em casa, volta e meia, ouço pessoas comentarem na semelhança de personalidade que tenho com minha mãe.
Muito mais falante que meu pai – isso não conta já que toda mulher fala bastante -, é a pessoa que escolho pra contar certos problemas, pedir dinheiro e pra discutir também. Nas poucas discussões que temos aqui em casa, a única pessoa que bate de frente com ela sou eu. E eu gosto disso.
Talvez ela seja a única pessoa que me faça chegar ao extremismo de uma hora amá-la e, dez minutos depois, querer arrancar sua cabeça à chutes.
De todas as coisas que aprendi com meu irmão, destaco a mais importante e notável. Ele me fez enxergar que sou eu, sim, a “ovelha negra da família”. Disparado. Afinal, o Renato é o filho preguiçoso, é o filho que dorme até meio dia, é o rebelde sem causa, o que colocou brincos e depois alargadores [eles ligam até hoje], o que não liga pras religiões, etc, etc…
Podia passar o dia citando coisas que aprendi com amigos também, mas a preguiça é grande e inversamente proporcional à qualidade da minha saúde. Eu nem sei como consegui chegar até aqui, com esse post. Talvez tenha sido o paracetamol.