Dois mil e oito foi mais um daqueles anos que encarei como a possibilidade de um recomeço. Mas recomeço de quê? Eu não sei. A única coisa que sabia é que não podia deixar as coisas intactas, imóveis como estavam.
Lembro que até perfil novo no Orkut eu tinha feito. A segunda pessoa que tivera adicionado foi o Leo, um cara que até então tinha me elogiado no last.fm. Disse algo como “rock and roll, samba, folk e blues. caramba que legal e mimimi”. Ganhou minha simpatia. Hoje é de longe um grande amigo, isso se não levarmos em consideração seus quase dois metros de altura e os três dígitos alcançados na balança. Ele ainda me apresentou a Thais, outra boa amizade virtual.
A Marina eu não lembro como conheci. Talvez ela que tenha encontrado meu blog e, por falta de algo melhor pra fazer, tenha comentado. Recentemente descobrimos um amigo em comum e foi engraçado. Pelo menos eu achei. Como ela mesmo disse “o mundo é um ovo”, ou coisa parecida.
A escola tinha acabado e por pura preguiça e pelo fato de ser free, tentei começar um curso técnico de administração. Idiota. Um mês e alguns dias depois, larguei.
Comecei o cursinho e tive a certeza de que não poderia ter feito escolha melhor.
Falando em escolhas, abandonei aquele velho sonho de fazer Jornalismo. Por quê? Me pareceu um ideal muito difícil de ser alcançado, eu acho. Acabei prestando História na Fuvest e Ciências Sociais na Unifesp com a certeza que o que eu quero é Geografia. Duas vezes idiota.
Sabe o que é o pior? Tem uma tal de Camila (OI CÁ!) que pareceu ter dado um Copy & Paste nessa parte de “meu deus, o que eu quero fazer da vida”. É, ela tem uma história parecida com essa. E apesar de odiar com todas as forças do mundo o Oasis, bem, ela é legal. Acreditem, tem um bom gosto pra filmes e dedos lindos, segundo o Leo.
Fiquei doente duas vezes, esse ano. Emagreci nas duas vezes e não gostei. É sério. Talvez esteja perdendo esse meu complexo quanto a ser grandinho. Não que eu seja obeso, mas eu não sou “pequeno”. Minha avó me classificaria como “forte”, e vejam só, “bonito”. Saudades dela.
Saudades da Luisa, também. Alguma coisa deve ter quebrado, se deslocado ou “pifado” em meio ao caos e eu encontrei alguém que gosta de mim. E que conseguiu me fazer gostar dela. Parece mentira, né? Meu irmão pensou que eu tava tirando da cara dele quando contei que tava namorando. Enfim, todos são um pouco céticos quando o assunto é “gente, o Renato tá namorando. O Renato! Vê se pode uma coisa dessas! HAHAHAHA”.
Por falar em coisas inacreditáveis, fiquei pasmo quando vi a quantidade de comentários femininos, aqui. Às vezes nem comentários, mas a certeza da quantidade de mulheres que leêm isso ser muito superior ao de homens. Me expliquem garotas, porquê?
Well, até o ano que vem! HAHAHAHA [piada cliché mode off]