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Costumes

Marcelo cansou disso.
Pegou uma lista que tivera feito na noite passada, com o nome de todos aqueles que gostaria de mandar tomar no cu. Pegou o telefone, também. E assim se fez felicidade.
A cada novo telefonema feito, costumeiramente com uma pessoa abalada do outro lado da linha, via-se um farto sorriso e um sentimento de realização. Marcelo queria fazer estrago. Marcelo queria exorcizar o que de merda sua vida tinha.

Largou o emprego que lhe causava depressão. Era funcionário público. Odiava gente. Odiava ter que ser educado, hipócrita e odiava, acima de tudo receber ordens. Decidiu: “O chefe sou eu”.

Enquanto comia sucrilhos, no meio da sala daquela casa coberta pelas folhas da estação, lembrou de Julia.
Julia era costumeiramente não observada, ou notada por ninguém no trabalho.
Nem fora dele.
Carregava consigo um desejo de “libertação”. Felicidade gritava ali dentro. “Socorro!”.
Pra felicidade geral, Marcelo não hesitou em convidá-la pra um lanche.

Prato principal? Julia.

A redenção! Uma vitória sobre a estúpida sociedade egoísta e cheia de futilidades.
Uma vitória pros dois.
Chegaram ao ponto de, ainda bêbados, por causa do vinho, jurarem amor eterno.
Antes de beijá-la mais uma vez, Marcelo percebeu um som estranho vindo de cima.
O despertador.
Abriu os olhos. Era segunda e precisava trabalhar.

Procurou os sapatos embaixo da cama.

Sobre amores, clichês e gastronomia de bares

O Amor é essa coisa "idiota" que nos faz seguir em frente.
Você não consegue inspiração pra escrever, não tem talento pra música, nem pra esportes. Talvez nem seja inteligente o suficiente, o que dirá de bonito. Mas você certamente ama alguma coisa.
Sim, você ama. Porque amamos sempre, todos os dias.
A cada instante.

E o Amor fez-se (e faz) cego.

Em algum instante acreditamos que amar, só amar, basta. Mas não.
Se esse sentimento fosse uma comida, seria talvez uma coxinha, daquelas bem oleosas, gostosas e baratas que são vendidas no buteco de algum ser humano de olhos esticados.
Você, esfomeado, não perde a oportunidade e se esbalda, come e come. "Mais, mais!".

Saiba escolher bem. E quando parar.Lembre-se que a maior coxinha promove os maiores estragos. E você pode não aguentar.

Mal sabe que, graças ao pouco de bom senso que você teve, vai sofrer as consequências, seja no banheiro, seja com uma enorme queimação ou se tratando de uma intoxicação alimentar.

É normal surgirem os traumas.
Pessoas juram nunca mais se envolverem com ninguém e blablablá.
Sou a prova disso.
Idiota.

Aprende-se que amar dói – nada mais lógico.
Mas pensar em se envolver de uma maneira a não passar por turbulências e inseguranças… talvez seja esse o maior dos erros. Amor bom, dói.
Saiba aproveitar cada instante, seja ele bom ou ruim, mas não se esqueça de si. Se cuide, se ame. Se ame ao ponto de não precisar ir ao médico por causa de uma intoxicação.
Ame.

Coma a coxinha.

Chico for Men

Não, não estranhe essas linhas. Não seguirão nem uma regra que não seja a de transparecer o que se passa na minha cabeça. Se é que essas coisas realmente se passam aqui.
Provavelmente vou odiar esse texto quando lê-lo na manhã seguinte, assim como um homem faz quando descobre que bebeu demais e dormiu com a mulher errada. (vide Ronaldo, o gordo, que não só errou de mulher como errou de sexo).

Um curto monólogo. As cortinas se abrem.
A luz é fraca. O ator, magro, de cabelos enrolados, dita o tom da ‘conversa’ com uma voz rouca e chorosa.
Usa uma roupa branca, colada. Lembrando muitas vezes a de um bailarino.
Ergue a cabeça.

- Por que é tão difícil, complexo e irritante, às vezes? As coisas deveriam ser fáceis. Mas se fossem fáceis não teriam graça, também. Por que me sinto fútil? Por que eu sou, ou por que não arrumo adjetivo melhor?
- Eu não sei de nada?
- …
- Talvez.
- Dá vontade de chorar que nem um bebê de três meses. Tudo parece me incomodar.
- Tenho raiva das pessoas. Das felizes, das infelizes e de mim. Mesmo me enquadrando no último grupo, geralmente. Eu acho, sim.

Uma pausa. O homem se move para o canto do palco e pega um copo d’água.
Bebe.

- Sou um amontoado de sentimentos. Sempre, eu diria. Em todo e em qualquer instante.
- Não sei. Aliás, essa é a coisa que mais me vejo respondendo. "Não sei". Não sei quem sou, do que gosto e mal sei o que eu quero. Mas sei o que acontece comigo.
- Idiota.

- Sinto medo, raiva, alegria, uma nostalgia, o tesão, e de repente, a tristeza. Não me perguntem de onde, nem por quê.
- Eu não sei.
- Mesmo.

O homem alto chora como se esquecesse o que tivera acabado de dizer. Caiu em si.

- Boa noite.

A luz se apaga no teatro.
Vazio.

E nem precisou passar uma noite pra eu odiar isso aqui.

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Do autor:

@morazen

  • o sbt transmitir a enésima temporada de one tree hill às 3 da manhã só pode significar uma coisa. está na hora de dormir. boa noite 8 minutes ago
  • silas malafaia na band. esse cara convence 19 minutes ago
  • o interbarney tá com mais novidades que programação especial de fim de ano. recomendo a visita http://interbarney.com/ 30 minutes ago
  • ALO ALO 43 minutes ago
  • você sabe que nunca vai comer uma mulher quando ela te chama de fofo 8 hours ago
  • RT @xixa: A parte boa dessa moda de vampiros é q ela me dá esperanças de ver em breve a figura do NINJA voltando a brilhar. 8 hours ago
  • graças ao twitter estou utilizando frequentemente a expressão QUE ISSO FERA. parabéns a todos os envolvidos 8 hours ago
  • obrigado 9 hours ago
  • você tá com fome, vai na padaria e volta suado. descobre que o pão tá duro e que o toddy acabou. olha na dispensa e vê uma lata de nescafe.. 9 hours ago
  • descobri a cura pra minha insônia. é só pegar as apostilas do cursinho e ZZzzZzzzzzz 9 hours ago