Obs: sempre quis colocar um título grande num post, não enche. A direção.
Pela falta de inspiração no que colocar aqui, decidi criar uma lista com cinco personagens de filmes, seriados e desenhos com os quais eu mais me identifico, de uma forma ou de outra. A brincadeira está sendo dividida com a Marina, que vai fazer a lista dela (eu espero).
Não coloquei uma ordem específica pra nenhum personagem, seria injusto.
Vamos começar:
- George O’Malley (Grey’s Anatomy)
Admito que só comecei a ver Grey’s Anatomy quando o SBT começou a transmitir, no ano passado. A segunda temporada está terminando e, leigo como sou, estou acabando de decorar o nome dos personagens só agora.
Mas o do George foi, disparado, o que eu aprendi mais rápido. Como assim, Bial?

Bom, ele está longe de ser o Macho Alpha do seu círculo social. Sensível, tímido e introspectivo, o O’Malley se destaca pelo humor natural que tem e pelo senso crítico que aparece exporádicamente.
Inteligente, sonhador e medroso, Linus faz parte do mesmo tipo psicológico que o meu. INTP. Costuma ser o conselheiro de Charlie Brown & cia. É pessimista e muito observador.

Possui uma vasta coleção de ótimas frases durante todo o desenho:
“Não falei que tô apaixonado por ela, simplesmente disse que gosto muito do chão que ela pisa…”
“Em todo este mundo, não há nada mais inspirador do que ver alguém que acabou de se livrar de uma obrigação”
“Mas o amor não existe para fazer a gente feliz?”
E alguns diálogos ótimos, também:
Linus: Eu nunca mais vou ter que ir a escola!
Lucy: Mas as férias de verão só duram 2 meses.
Linus: Para uma pessoa como eu 2 meses é a eternidade!
Charlie Brown: Este muro de pedras é sua nova terapia, Linus. A cada problema que você enfrentar, deve colocar uma nova pedra nele.
Linus: Não há tantas pedras no mundo assim, Charlie Brown!
Linus vê uma folha caindo de uma árvore. Pára diante dela no chão e diz:
- Você não será feliz aqui…
- Joel Barish (Eternal Sunshine of the Spotless Mind)
Sou MUITO suspeito pra definir o Joel, mas tudo bem. A introspecção, melancolia, o silêncio, o medo de novos acontecimentos e sua consequente vida metódica, a solidão à qual se submete e, claro, Jim Carrey. Esses fatores sempre me levam à pensar e a me questionar “conheci Charlie Kaufman e não lembro?”
Não sou a única pessoa que tem dificuldades em diferenciar Jim Carrey de Joel Barish. Talvez com outro ator, Joel não seria Joel (e nós estamos falando de Nicolas Cage que, por sorte, acabou recusando o papel).
De bônus ele ainda tem ao seu lado a Clementine, o que acabam formando o meu casal favorito.
- Moe Szyslak (The Simpsons)
Da Wikipédia:
Moe é um estereótipo de uma pessoa completamente fracassada na vida. Sempre que consegue alguma realização, ela é momentânea ou fraudada (como o Moe Flamejante, que na verdade era Homer Flamejante).
Em vários episódios, Moe aparece tentando se matar, sempre, ironicamente, não consegue sucesso. Sua vida é imensamente sofrida, mas, por ser frio, ele reluta em transparecer seus sentimentos. Não tem amigos (exceto os bêbados que freqüentam seu bar) e nenhuma mulher se interessa por ele. A única vez que mostrou alguma compaixão foi quando virou babá de Maggie.
Tudo isso somado ao seu constante mau-humor e aos incontáveis trotes que acaba recebendo (e caindo) me fazem amar esse personagem.
- Marvin (The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy)
Da nossa amiga Wikipédia, mais uma vez:
Robô de bordo da espaçonave Coração de Ouro, Marvin é um dos protótipos da Companhia Cibernética Sírius projetados com a revolucionária tecnologia de Personalidade Humana Genuína (PHG). A PHG proporciona a esses protótipos as reações e emoções humanas mais variadas.
Marvin tem um "cérebro" do tamanho de um planeta, cujo QI é pelo menos 30 bilhões de vezes maior que o de um ser humano. Entretanto, as funções para a quais é designado são das mais banais (como abrir portas, escoltar visitantes e sentar a um canto de uma sala e ser ignorado por todos). Essas tarefas tão absurdamente simples para seu intelecto superior resultam no PHG do andróide uma profunda e prolongada depressão, além de um sentimento de completo desprezo pela vida.
Marvin “personifica” meus piores dias. Simples.
Edit: O Fabiano fez um ótimo post com o mesmo tema. Vale a pena conferir.