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Um mês sem escrever. Explicações? Sim.
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strange)
Ch-ch-Changes
Don’t wanna be a richer man
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strange)
Ch-ch-Changes
Just gonna have to be a different man
Time may change me, but I can’t trace timeDavid Bowie, Changes
O carnaval veio e foi embora numa velocidade quase tão alucinante, e de uma forma até semelhante, como a do meu namoro. Ex-namoro, agora.
E acreditem, é sério, ela não me abandonou dessa vez. Eu que pulei fora. A loucura bateu na porta e eu abracei. Sempre achei isso idiota. Pessoa tem uma vida legal, segura e do nada larga tudo, e fala um grande “foda-se” pra vida.
Apesar da tomação no cu, foi interessante a experiência. Não me arrependo.
“Não me arrependo”… Odeio clichés, também. Infelizmente minha vida sofre, atualmente, uma sucessão, uma série de clichés.

Ah sim, abandonei a faculdade também (passei numa sexta; matrícula era numa segunda; abandonei num domingo). E o curso de inglês. Também.
Definitivamente eu mudei meu futuro nesses últimos dias. De um sociólogo/antropólogo/cientista pólítico, serei no máximo um professor de Geografia. E não acho isso ruim.
Hoje não quero mais pensar no futuro.
Mentira.
Nem consigo isso. Mas quero pensar menos no que vai acontecer e mais no que acontece. Mas nem sei se consigo isso, também.
Darwin, cadê a seleção natural, hein?
Ela corre
Publicado Novembro 16, 2008 domingo , elas , ilusões , lucidez , tédio Deixar um ComentárioÉ como se eu não existisse. É assim que é.
Ela surge na minha frente e me paraliza, me bloqueia. A única coisa que consigo transmitir é minha total falta de personalidade, minha total imperfeição como ser.
Me sinto um palhaço, e acho que devo ser um, de certa forma. A faço rir.
Essa coisa de ser imperfeito… todos nós somos e mesmo assim escondemos das pessoas. Tentamos. O que diferencia uma pessoa de outra talvez seja isso, sua capacidade de parecer perfeito. Ou sua capacidade de não parecer imperfeito, como quiser.
Quiçá tenha sido esse meu maior problema, conviver com pessoas incrívelmente capacitadas em tal ato. E assim os dias vão passando numa velocidade maior que o convencional costuma mostrar.
Reflexo da vontade de não estar mais aqui. Não assim.